#justicavitorsuarez

“Meu nome é Vítor Suarez Cunha, tenho 22 anos, e sou estudante de desenho industrial. Em fevereiro deste ano fui espancado quase até a morte, na Ilha do Governador (RJ), quando tentei proteger um morador de rua que estava sendo agredido a chutes por cinco jovens. Sofri 20 fraturas no crânio, coloquei 63 parafusos, oito placas e duas telas de titânio na cabeça, além de ter tido que fazer um enxerto ósseo, tive um braço quebrado.

Há alguns dias os cinco jovens acusados de me espancar conseguiram liberdade. Um deles teve a prisão preventiva revogada, e os outros quatro tiveram a segregação cautelar convertida em medidas alternativas, como a proibição de terem qualquer aproximação física comigo e meus parentes. Com a decisão, eles não serão submetidos a júri popular. Por que, mesmo com vídeos, provas, fotos, e meu corpo sendo a maior prova de todo esse processo, os caras que quase me mataram estão livres? Fico pensando nos casos que não tiveram a sorte de ter repercussão que meu caso teve, pra onde eles vão? Que justiça é essa?

Só pra deixar claro, não tô aqui só pra dizer o que eu sinto, estou aqui pra dizer que até o fim farei de tudo pra que toda essa impunidade acabe de uma vez por todas. E espero que você possa me ajudar assinando essa petição.

Um abraço, Vitor Suarez.”

Esta petição completa hoje 3 dias (05/08), em 3 dias conseguimos quase 30 mil assinaturas. É uma média de 10 mil por dia, estou muito feliz em receber o apoio da sociedade nesta luta contra a injustiça e contra impunidade. Peço a todos que puderem, continuem divulgado via twitter, e-mail, face, ou de qualquer outra forma. Estamos participando de um movimento extremamente democrático que tem como objetivo lutar pelo que é nosso por direito, JUSTIÇA.

Agradeço a TODOS mais uma vez pelo apoio, vamos fazer justiça!

Abraço a todos! =)

LINKS:

Petição : http://www.avaaz.org/po/petition/Justica_para_Vitor_suarez_ja/?cAiLddb

Twitter : @Euvitorsuarez

Rastag : #justicavitorsuarez

Página Facebook : http://www.facebook.com/Vitorsu

E-mail : vitorsuarezc@gmail.com

૪ LUCTUS

 

 

Estou de luto, e não é de hoje. Não estou de luto só por mim, mas por todos nós que formamos um corpo chamado sociedade. Recentemente tive a notícia de que meus agressores estão EM CASA. Eu aqui, longe de tudo e de todos que cresci, longe dos meus amigos e família. Tudo isso me faz pensar nas coisas que aconteceram, e sabe .. Meu caso teve uma repercussão mundial, pessoas de todos os lugares do mundo visitam diariamente meu blog e me mandam mensagens de apoio. O que me faz lembrar daquelas pessoas que passam por coisas piores, que vivem de forma desumana, e não possuem a menor informação pra botar pra fora tudo isso, e fazer com que o mundo saiba de cada problema que vivem. Porque, mesmo com vídeos, provas, fotos, e meu corpo sendo a maior prova de todo esse processo, os caras que quase me mataram estão LIVRES, e penso nos casos que não tiveram a sorte de ter repercussão, pra onde vão ?
Os furos e brechas nas nossas leis são gritantes, leis que possuem mais de 70 anos, diga – se de passagem. LEIS QUE NUNCA FUNCIONARAM.
Só pra deixar claro, não tô aqui só pra dizer o que eu sinto, estou aqui pra dizer que até o fim farei de tudo pra que toda essa impunidade acabe de uma vez por todas.

Nossas leis passam a mão na cabeça de seus filhos errados, enquanto seus bons filhos não podem contar com elas.

Twitter : @EuVitorSuarez

Facebook : http://www.facebook.com/Vitorsu

Email : Vitorsuarezc@gmail.com

 

Obrigado Leitores.

 

Oi gente, essa semana recebi um e-mail que me deixou muito feliz, foi da Rose, uma das amigas leitoras aqui do blog.

Ela me mandou um e-mail com o link de uma Rádio de Curitiba, onde um dos temas abordados fui eu. E eu gostei tanto que gostaria de compartilhar com vocês.

 

 

“A notícia chamou a atenção pela violência, como tantas que a mídia divulga diariamente.

Essa, porém, tinha um quesito diferente. Jovens de classe média alta, escolarizados, bem vestidos, saudáveis, atacaram um morador de rua.

O fato, ocorrido na madrugada de uma cidade grande, seria mais um nas estatísticas policiais, não fosse a presença de outra pessoa em cena.

Esse também jovem, classe média, de boa família, reagiu de forma diferente ao ver o morador de rua sendo espancado.

Sem pensar nas consequências, movido apenas pelos seus valores, ele se colocou entre os agressores e o morador de rua.

Sua intenção era a defesa do agredido, chamar à razão aqueles que deixaram de ser racionais, ao se permitirem dar vazão a instintos bárbaros.

Como consequência, tornou-se igualmente vítima da violência.

Foi hospitalizado com várias fraturas. Submeteu-se a extensa cirurgia, para restauração dos ossos esmigalhados da face.

Depois de vários dias, ao ter alta hospitalar, ainda sofrendo o risco de perder o movimento do olho esquerdo, teve oportunidade de afirmar que faria tudo novamente, se necessário fosse.

Também disse que não se sentia um herói.

Uma atitude não vai mudar o mundo, concluiu ele, mas pequenas coisas vão mudando.

Pelo menos uma, duas ou três pessoas vão pensar alguma coisa, vão ensinar algo para seus filhos.

A simplicidade nas palavras desse jovem demonstram a profundidade de seus sentimentos.

Enquanto tantos acham que nada podem fazer para mudar o mundo, ele apenas fez o que achava que era seu dever.

Enquanto tantos se encastelam na reclamação, na lamúria, ou se isolam, fechando-se em si mesmos e em suas casas para evitar as pessoas e os problemas, ele se expôs, executando sua parte para mudar o mundo.

E, como todo idealista, acredita que o pode mudar. Sabe que não o poderá mudar sozinho, mas tem consciência que pode colaborar, fazer a sua parte.

Por isso, não se sente herói. Apenas sente a alegria do dever cumprido. Mesmo que tenha pago o alto preço da agressão à sua integridade física, fez o que achava certo.

*   *   *

Muitos sonhamos em mudar o mundo. Entretanto, esquecemos de cumprir nossas obrigações mais corriqueiras.

Reclamamos da injustiça no mundo e continuamos a desrespeitar o outro, passando-lhe à frente em filas.

Indignamo-nos com a corrupção de políticos, mas prosseguimos na tentativa de suborno a fiscais, guardas de trânsito e outros funcionários públicos.

Queremos a paz, mas somos violentos no trânsito, dirigindo desrespeitosamente, fazendo do nosso veículo uma arma.

Se queremos mudar o mundo, façamos nossa parte. Não precisamos realizar nada de extraordinário. Apenas cumprir o dever que a consciência nos dita.

E porque somos a luz do mundo, conforme nos afirma Jesus, deixemos nossa luz brilhar nas ações do bem agir, nos conduzindo de maneira nobre e lúcida pelas estradas da vida.”

Redação do Momento Espírita.
Em 25.07.2012.

 

 

Site da Rádio: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3510&stat=0

Meu Twitter: @euvitorsuarez

Minha página no Face : http://www.facebook.com/Vitorsu

 

Gostaria de agradecer a rádio, a Rose e todos os leitores que participam e visitam o blog.

Indiferença

"O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença."

Sei que a maioria das pessoas são de boa índole, e que todas ficam indignadas quando veem uma covardia ou alguma atrocidade,
mas sinto que a quantidade de pessoas do bem é tão grande quanto a omissão que existe dentro delas quando se deparam com algo ruim. Quando você passa pela rua, e vê um homem batendo em sua mulher, e não faz nada pra que isso não aconteça, você está sendo conivente com tal situação. Ser conivente é ser cúmplice, é concordar com tal ato, é ver e fechar os olhos.
Quantas vezes durante o seu dia você vê um homem dormindo numa calçada, pedindo ajuda pra se alimentar e você nem se quer para pra pensar nisso ? Agora me responda: Você acha que todas aquelas pessoas que estão ali hoje, morando na rua, já nasceram ali, nessas condições de vida ? Todos nós passamos por diversas dificuldades, e grande parte das vezes não fazemos idéia de como iremos enfrentar isso. Todas aquelas pessoas que estão ali, possuem uma história. Conheço muitas histórias sobre essas pessoas que um dia tiveram tudo : Família, emprego, carro, filhos, casas. Mas cada pessoa tem em si motivos pra seguir em frente, e forças pra não desistir. E muitas vezes, quando não encontramos isso em nós mesmos, buscamos o amparo em outras coisas e pessoas.
Eu cresci vendo diversos casos como esses, de pessoas como eu e você, que um dia já se sentiram alguém, e hoje tudo o que possuem são um cobertor, e seus sonhos. Depois do que aconteceu comigo, eu resolvi ir mais a fundo, e me enganjar nisso. Decidi fazer parte daqueles que dão apoio, forcas pra que essas pessoas em condições de rua, possam se reerguer e se sentirem vivos outra vez.
Hoje, faço parte do Instituto Pro Amor (Instituto Brasileiro de Proteção e Amparo aos Moradores Ocultos na Rua), um projeto que nasceu no coração de pessoas como você e eu, que tem como objetivo resgatar pessoas que estão nas ruas. Muitas pessoas pensam que elas estão vivendo ali, à margem da sociedade, por opção. Mal sabem que dificuldades enfrentam para se estabelecer e se validarem no mercado de trabalho, para conseguirem um lar. O Pro Amor está aí pra dar apoio à essa gente que não faz idéia de como se reerguer, e se fortalecer.
Eu acredito que o nosso mundo está coberto de pessoas boas, que tem boca pra dizer o que pensa, mãos pra ajudar os que precisam, pés pra caminhar e seguir em frente, braços para acolher causas nobres e coração, para amar e respeitar nossos semelhantes.
Não seja indiferente, não concorde com o que há de errado nesse mundo. Gandhi disse que se quisermos mudar o mundo, seria necessário promover uma mudança em nós mesmos. Mude, faça em si uma mudança progressiva. Deixe de lado aquilo que te torna frio, perceba que aquele mesmo homem que está sentado a beira do caminho.. Poderia ser você.

“O que me assusta não são as ações e os gritos das pessoas más, mas a indiferênça e o silêncio das pessoas boas.” (Martin Luther King)

Boa noite amigos !

www.proamor.org